quarta-feira, 2 de março de 2011

Black Swan

Eu tinha que ver Cisne Negro. Muita gente falando. O tipo de filme que você não fica indiferente. Ou ele te toca de alguma forma, ou te causa algum tipo de repulsa. Mas indiferença, nunca. Não é filme sessão da tarde de jeito nenhum.

Claro que me identifiquei muito com a luta entre o Cisne Branco e Cisne Negro que moram dentro da gente. O velho Lado A e Lado B. Bem e Mal. Não e Sim. Se reprimir e se soltar. A pobre Nina seguia o sonho dela e da mãe amorosa, porém repressora. Levava uma vida espartana. Daí ela recebe o convite para ser a "Swan Queen" do Lago dos Cisnes, mas é obrigada a encontrar seu lado selvagem, sexual, para poder encarar as gêmeas. Aí, coitada, ela encontra tudo o que reprimiu na vida. E ela se corta. Ela se pune. Um triste espetáculo que me fez pensar nas punições que eu imponho a mim mesma.

Não posso deixar de pensar, claro, que muitas das alucinações e delírios de Nina tiveram origem na absoluta falta de comida no seu corpo. Ufa! desse mal eu não morro!

Aqui tem uma ótima análise psicológica sobre o filme.

4 comentários:

Fabi disse...

Também assisti, achei tenso, denso e maravilhoso.
Bjo

Mariana Pantano disse...

É um filme mto tenso e complexo, acho q só consegui entender depois q sai da sala e fiquei pensando mto em tudo q aconteceu com a Nina, e percebi q todos nós estamos sujeitos a isso, qdo vivemos em contante pressão consigo mesmo.

Posso fazer, um adendo, achei chique que posso compartilhar o seu blog no facebook, logo mais farei isso.


Um beijo, Mariana.

Fernanda Reali disse...

Adorei o filme e teu post também.

Semana passada, revimos Carmen, com Antonio Gades e Laura del Sol e achei muito parecido com o cisne Negro, no que se refere à pressão e às exigências.

AcheiCisne negro aterrorizante.

beijoooo

Daniele disse...

É realmente impossível ficar indiferente ao filme. Oscar mais do que merecido para Natalie Portman!