quarta-feira, 6 de abril de 2011

Vida fake


Diferentemente de meu Facebook e falecido Orkut, onde só adiciono quem realmente conheço - e gosto - na vida real, no Twitter a banda toca de outro jeito. Não tenho essa neura de só seguir quem me segue, nem estresso com os unfollows da vida. Na verdade, nem os percebo. Tenho nos meus 2 perfis uns 35o followers em cada. E isso não quer dizer absolutamente nada. Vira e mexe alguém interage comigo, e o papo é bom, e eu acabo seguindo. Só para ficar naquele bate papo sem compromisso, que para mim é meio que uma distração no meio do dia barra pesada.

No meio do BBB10, em toda aquela discussão acalorada sobre homofobia, uma comentarista começou a puxar papo comigo, e era um ótimo papo. O nome dela era Lilah. Mãe de 4 filhos, sendo um adotivo. Esposa apaixonada, prestes a ser avó, um dos filhos gay, e ela toda envolvida em defender sua prole. Pessoa legal, quando a gente ficava chateada ela dava uma palavra de conforto, brincava. Divertida, articulada e atuante. E ela foi que foi, abriu uns 3 blogs defendendo um mundo mais tolerante. Ela era super engajada, e era bonito de se ver uma pessoa assim. Uma leoa defendendo o que acreditava.

Aí ela foi morar na Bolívia acompanhando o marido que trabalhava na Petrobrás. E lá engravidou. Gravidez de risco, teve diabetes. Várias fotos do ultrassom para a gente ver Alice. Mas vinha de todo modo ter o bebê no Rio de Janeiro, perto da família. Aí ela desapareceu. Todos no twitter em polvorosa, querendo saber se Alice e Lilah estavam bem.

Na madrugada do dia 04, veio o primeiro de abril tardio para os mais de 1.000 followers da Lilah: ela não existe!! Lilah (sabe-se lá o seu nome verdadeiro) inventou esta super-mulher, super-mãe, super-esposa. Ela inclusive comandava mais umas 4 contas de twitter, no nome de seu marido, seu filho e o namorado do filho imaginários. Ela escrevia para ela mesma, respondia, e ainda colocava gente nessa jogada!

Enquanto teve gente p** da vida, eu senti pena. A pessoa conseguiu, por mais de um ano, representar vários personagens, o dia todo. Não sei o que faz da vida, do que vive. E olha, uma pessoa com aquela capacidade de escrever, de pensar, poderia ter ido longe. Tenho certeza que aquelas coisas boas que ela falava, defendendo suas causas, estão dentro dela. Ela poderia ter sido ela mesma, que a gente seria amiga do mesmo jeito. Pena. Pena das prisões que as pessoas vivem dentro delas mesmas, e precisam deste tipo de personagem para extravasar.

terça-feira, 5 de abril de 2011

É de Deus!


Depois de tudo que passei em 2009 e 2010, em 2011 poder chegar em casa, depois de um dia doido de fechamento de balanço, encher a banheira de água morninha, colocar espuminha gostosa, colocar um cd do U2 e ficar horas lá dentro, enrugando... não tem preço!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A seguir, cenas dos próximos capítulos.

Não, caro leitor, minhas férias já acabaram. Uns 4 dias atrás.

Ontem fui na terapia, depois de 3 semanas. Olhei para ela e disse: tenho uns 40 tópicos para discutir com você, nem sei por onde começar. E daí o mesmo vale aqui pro blog... Aconteceu tanta coisa nessas 2 férias, em Natal e depois no cruzeiro... percebi coisas tão legais e outras tão assustadoras sobre mim...


Deixa só eu dar uma organizada aqui, para não sair jogando coisas fedidas no ventilador, que eu volto... tenham fé!

quinta-feira, 24 de março de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

Night from hell

Cumbica, São Paulo, 23hs. Táxi pro aeroporto. Fila do Check in. Tirar o cinto para passar no detector de metais. Sala de espera. Embarque. Gente atravancando o corredor para acomodar as bagagens (avião deve ter a maior % de egoísmo por m2, concordam?). Senta. Afivela o cinto. Pausa para celebrar que a bunda coube na cadeira. Instruções de vôo. Localiza a saída de emergência mais próxima. Aprende a usar a máscara de oxigênio. As poltronas são flutuantes (pergunta que nunca quer calar: na hora do aperto, esses assentos são facilmente removíveis?). E o bicho não decola.

Então o piloto avisa que uma luz que deveria acender não acende, então eles vão dar uma checada. Vai atrasar uns 30 minutos. Quinze minutos depois, o piloto avisa que o problema é mais sério, que os mecânicos vão interferir, e o procedimento vai levar de 3 a 4 horas. Vão lá aguardar no saguão!

Saguão, meia noite. Corrida para pegar as cadeiras sem braço para tirar o cochilo esperto. TAM dando uma de joão sem braço. Aí a galera se une, e grita em uma só voz: LANCHE! LANCHE! LANCHE! e habemus lanche. E, que absurdo, ninguém apaga a luz do saguão para a gente dormir naquela cadeira tão confortável...

Então somos convidados a reembarcar no avião. E cadê confiança para acreditar que o bicho foi consertado? Durante o dia anterior, fiz umas 3 piadas sobre o avião cair. A realidade não é nem um pouco engraçada.

Prós para eu entrar no avião: 1. a tripulação não confiaria a própria vida se não tivessem certeza que estava tudo certo 2. mecânicos são pessoas treinadas para arrumar coisas. se um carro é consertado em 5 minutos, porque não um avião 3. meu pai e irmãs achando tudo muito tranquilo

Contras para eu entrar no avião: minha mente em total polvorosa, achando que íamos morrer todos, e eu queria descer e todo mundo achava bobagem eu estar incomodada. Aí eu pergunto: quando é aquele tal momento que devemos dar mais atenção à intuição do que à razão?

Totalmente desconfiada, entrei no avião. O povo lá dentro de boa (com exceção da tiazinha lá da frente que tinha 5 terços enrolados no braço - essa era das minhas!). Não conseguia controlar meus pensamentos, e acabei dormindo. Acordei com um belo por-do-sol em Natal. Foi tudo uma grande tempestade num copo d´água dentro da minha mente. Que bom!

Pela atenção, obrigada.


segunda-feira, 14 de março de 2011

sábado, 12 de março de 2011

Tecla F


Mara, em hebraico, significa amarga.

E eu tento, dia após dia, não me tornar uma mulher amarga. Eu brinco, eu me divirto, eu faço piada, eu abraço meus amigos e as pessoas que eu amo. Eu também sou mimada, paparicada por muita gente. Eu tenho meu círculo de proteção, de confiança, de conforto, sei lá que nome se dá a isso.

Só que, de vez em quando, alguém que pertenceu a esse círculo resolve sair fora, e eu fico muito abalada. Queria muito ter a tal tecla F na minha mente, no meu coração, mas ela não é tão facilmente acessível. Até conseguir chegar nessa tecla, penso muito, conjecturo muito, especulo muito, falo muito, sofro muito.

Vai passar. Mas está sendo difícil tolerar e fazer de conta que não ligo.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Servindo bem para servir sempre!

Então que uma hora você se dá conta: o que diabos você está fazendo da sua vida?

Se preocupar tanto com o bem-estar dos outros, do que os outros vão pensar, como os outros estão. Passar por cima de suas vontades e desejos. Abrir mão de sua vida!

Dia desses sonhei que tentava parar um caminhão desgovernado. Dentro deste caminhão estava eu, presa por um cinto de segurança, então não conseguia assumir a direção dele. E no banco de trás estava minha mãe e minha irmã, dormindo. Aí eu movia o volante, para que o caminhão batesse de leve em outro caminhão para que ele parasse. Quando isso aconteceu, virei para as duas lá atrás e briguei um monte, que como elas podiam dormir, enquanto eu me preocupava sozinha. E daí minha mãe me olhava chateada.

E na vida real, me sinto assim mesmo: tentando pilotar um caminhão que eu não consigo pilotar, e ninguém está nem aí. Ninguém se preocupa. Se eu existo para passar stress, todo mundo pode relaxar. A Mara dá um jeito, não se preocupe!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Black Swan

Eu tinha que ver Cisne Negro. Muita gente falando. O tipo de filme que você não fica indiferente. Ou ele te toca de alguma forma, ou te causa algum tipo de repulsa. Mas indiferença, nunca. Não é filme sessão da tarde de jeito nenhum.

Claro que me identifiquei muito com a luta entre o Cisne Branco e Cisne Negro que moram dentro da gente. O velho Lado A e Lado B. Bem e Mal. Não e Sim. Se reprimir e se soltar. A pobre Nina seguia o sonho dela e da mãe amorosa, porém repressora. Levava uma vida espartana. Daí ela recebe o convite para ser a "Swan Queen" do Lago dos Cisnes, mas é obrigada a encontrar seu lado selvagem, sexual, para poder encarar as gêmeas. Aí, coitada, ela encontra tudo o que reprimiu na vida. E ela se corta. Ela se pune. Um triste espetáculo que me fez pensar nas punições que eu imponho a mim mesma.

Não posso deixar de pensar, claro, que muitas das alucinações e delírios de Nina tiveram origem na absoluta falta de comida no seu corpo. Ufa! desse mal eu não morro!

Aqui tem uma ótima análise psicológica sobre o filme.